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Festas juninas impulsionam turismo e comércio com movimentação estimada em R$ 2 bilhões

As tradicionais festas juninas chegaram e, mais uma vez, prometem impulsionar a economia brasileira. Muito além de celebrações culturais, os festejos se consolidaram como um dos principais motores econômicos do país, movimentando setores como turismo, comércio, agronegócio e serviços. Em 2026, a expectativa é de que os principais polos juninos do Nordeste gerem cerca de R$ 2 bilhões em circulação financeira.

O impacto econômico é amplo. Cidades que concentram grandes eventos, como Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, registram ocupação hoteleira próxima da capacidade máxima. Ao mesmo tempo, mais de 50 segmentos produtivos são beneficiados, desde a agricultura, com o aumento da procura por milho e amendoim, até a indústria de confecções e o setor de entretenimento.

As comemorações giram em torno dos três santos homenageados durante o mês. O ciclo começa com Santo Antônio, celebrado em 13 de junho, data que movimenta floriculturas, pequenos comerciantes e eventos religiosos. Em seguida, o Dia de São João, em 24 de junho, representa o ponto alto das festividades, impulsionando o consumo de alimentos, bebidas e atrações culturais. Já São Pedro, celebrado em 29 de junho, encerra o calendário junino mantendo o fluxo de turistas e a atividade comercial aquecida.

A força das festas também se reflete na geração de empregos. A previsão é de mais de 45 mil vagas temporárias em áreas como montagem de estruturas, logística, comércio e segurança.

No campo, o milho segue como protagonista. A produção de milho verde destinada às festas juninas no Nordeste alcança cerca de 8 mil toneladas, o equivalente a aproximadamente 24 milhões de espigas. Em Sergipe, a Central de Abastecimento de Aracaju espera comercializar mais de 5 milhões de espigas durante o período festivo.

Outro destaque é o milho pipoca, cuja produção se concentra principalmente na região Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso. A produção nacional do grão chega a cerca de 390 mil toneladas por ano, reforçando a importância do agronegócio para manter viva uma das tradições mais populares do país.